Pretendo com este blog escrever à minha mãe que tanto tem sofrido comigo. Escrever aquilo que tanto lhe quero dizer, mas falta-me o atrevimento.

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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Revoltada contigo mãe!!!

Ontem à noite estava ao computador preocupada porque eram já 20h, hora de jantar!  No momento em que decidia o que ia comer apareceste, irritada, para me mandares comer. Querias que fosse jantar naquele momento e não me largaste enquanto não fui. Estava a lutar contra a vontade de comer e tu só me mandavas comer e perguntavas o que queria fazer da minha vida. Eu respondo-te: não-queria-ir-jantar !! Mas tu não descansaste enquanto não me viste sair daqui.

Entrei na cozinha, contrariada, mas ciente do que podia acontecer. Não ia conseguir resistir àquele pãozinho fofinho e àquela deliciosa bica estaladiça (bolo de azeite) barrada com manteiga... porque TU me mandaste comer! E CLARO que me descontrolei! E CLARO que tinha de me livrar do que comi! E tu CLARO que tiveste de me controlar! Disse-te que ia tomar banho e foste atrás de mim me dizeres "Agora não vais deitar nada fora". Eu eu CLARO que fiquei furiosa contigo! Agora pedes-me para não ir deitar fora?? Perdeste esse direito a partir do momento que me obrigas a comer!!  Porque é que me mandaste comer??

Tu queres que eu enlouqueça ?? A seguir o pai chega a casa e só vem ajudar à festa....

A culpa é TUA!! Ia comer só um prato de sopa!! Estava-me a mentalizar... Ia conseguir resistir!! Mas não!!! Tu tinhas de me massacrar a cabeça!! Não descansaste enquanto não me viste comer, não foi?

 


 

Escrevi isto ainda a quente, a seguir àquela revolução. Mas não me envergonho de postar o que senti. Tinha vontade de bater-me, destruir tudo, arranhar-me, puxar os cabelos... Não comi demais porque quis! Foi contra a minha vontade... Ou pensas que não?? 

 

 

Digam-me se entendem o que sinto...!!!!!

 


 

sinto-me: revoltada e magoada

publicado por Aninhas às 11:25

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3 comentários:
De o_meu_outro_eu a 29 de Outubro de 2007 às 15:58
provavelmente outras pessoas viram dizer que és uma estúpida que não dás valor a mãe que tens... que ela apenas se preocupa contigo e quer fazer de tudo para não te ver na fossa...
mas não te vou dizer isso.. digo que te compreendo... e muito bem...
a minha mãe é a pessoa mais importante para mim no mundo mas também a que mais mago-o...
ontem aconteceu-me exactamente o mesmo...eram umas 6 da tarde e não queria ir lanchar... não tinha fome (ultimamente ando a tentar perceber o que quer dizer esta palavra... acho que como por vicio e não por fome) mas sentia-me ansiosa e com medo de entrar na cozinha...
liguei a televisão e comecei a ver um filme na esperança de me acalmar...
mas de dez em dez minutos a minha mãe pedia para ir lanchar com ela... que eu era de extremos, que uns dias comia que nem uma louca e que outros não comia nada... eu sei que ela tem razão nisso mas se me deixa viver em paz os dias em que me empanturro de comida porque é que nos dias que me controlo está sempre a pressionar-me??

fui lanchar... apenas uma caneca de leite...
mas não deu! comi um donuts, depois pão com queijo derretido e depois... ja não valia a pena o controlo, já tinha errado... foram cereais, foi fruta, foi pudim (ao almoço tinha dito que não gostava)

depois fiz de tudo para ficar em casa sozinha e vomitar...

vomitei lavei a cara e chorei...

por isso te percebo... as vezes dá-me vontade de abraçar a minha mãe e pedir-lhe desculpa por não ser a filha que ela merecia ter...


De elsa a 11 de Novembro de 2007 às 15:37
Olah**
Infelizmente entendo perfeitamente a agonia por que estas a passar... porque há bastante tempo que passo pelo mesmo.. mas ao lêr este teu desabafo, fico de certa forma feliz..pela simples razão de me aperceber k não sou propriamente a unica pessoa no mundo a viver completamente em função da pressão que os meus familiares me põem em cima em relação á hora de jantar ou de lanxar ou de almoçar..e.t.c.. quando eu me encontro naquelas fazes de resistir á comida e tentar me equilibrar e me habituar a não me empanturrar e consequente deitar tudo para fora.. (por exemplo quando só como um prato de sopa ou uma chávena de chá com uma torrada ao almoço.. ) lá vem a minha mãe ou o meu pai mandar vir comigo e eu NÃO AGUENTO COMO SEMPRE a pressão.. e começo a comer mesmo não kerendo faze-lo por saber k depois ..pronts(...)!..
ás vezes gostava mesmo de atirar ká para fora tudo o k eles me fazem passar..esta porcaria de vida em k me encontro!..
passo a vida a autopunir-me e a diminuir-me perante as outras raparigas, tenho fobia social apesar de todas as pessoas dizerem k sou lindissima e que sou rica e isso tudo.. encontro-me neste momento com uma depressão bem grave!:-(

talvez um dia eles se aperçebam do mal que me estão a fazer...mas só espero não ser tarde de mais(...)
enkuanto isso vou andando nesta corda bamba..esperando e akreditando k vai chegar o dia em k isto tudo não passou de um pesadelo!..

(ps: dezejo-te a maior sorte do mundo e a maior força para tal como eu conseguir sair disto!:-)
se kiseres alguem para falar melhor ou de uma amiga adiciona: fofax_17_2005@hotmail.com)

beijs**


De para.sempre a 9 de Janeiro de 2009 às 23:10
Vi o teu post apenas hoje, mas não resisti em comentá-lo.. Também te percebo bem. Há mais de 2 anos q sofro daquela doença q tão bem é representada em tanta imagem de raparigas magríssimas em frente a espelhos, achando-se gordas... Tanto que fiz sofrer a minha mãe... O meu pai não se apercebia do que se passava, a minha mãe desconfiou, e graças, em grande parte, a ela, encontrei alguém que me ajudasse.
Mas custa e muito ver o quanto magoamos quem está perto, no meu caso, e no teu (e acredito que em muitos outros), a mãe. Arriscaria a dizer que a dor que ela sente por nos ver mal ainda é maior em nós, por sabermos que a provocamos, que ela merece melhor, que não tem de aturar os nossos descontrolos e a nossa irritabilidade.
Haverá forma de, algum dia, lhes agradecermos? E, quem sabe, conseguir pedir desculpa por todos os momentos em que dizemos coisas que não queremos, talvez por sabermos serem as certas, mas não as querermos "ver".

Um beijinho, e qualquer coisa podemos conversar, se quiseres.
Força


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